Fechando este capítulo, At 21, 18-40.
18 No dia seguinte, Paulo foi conosco à casa de Tiago, reunindo-se ali com todos os presbíteros. 19 Depois de os saudar, Paulo contou uma por uma as coisas que Deus tinha feito entre os pagãos por seu intermédio. 20 Então eles glorificaram a Deus. Mas lhes disseram: "Vês, irmão, quantos milhares de judeus abraçaram a fé e todos são observantes zelosos da Lei. 21 Mas ouviram dizer que tu ensinas aos judeus da dispersão em geral que se deve renunciar a Moisés, e lhes dizes que não circuncidem seus filhos nem sigam os costumes mosaicos. 22 O que se há de fazer? Certamente saberão de tua chegada. 23 Faze, pois, o que te vamos dizer: Temos aqui quatro homens que fizeram um voto. 24 Leva-os contigo, cumpre com eles os ritos da purificação e paga as despesas para que raspem a cabeça, e assim todos conheceram que é falso quanto de ti ouviram, mas que continuas observando a Lei. 25 Quanto aos pagãos que creram, já lhes comunicamos por escrito nossa decisão de que se abstenham das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e da prostituição.
26 No dia seguinte, Paulo tomou consigo esses homens, purificou-se com eles e entrou no Templo, onde anunciou o prazo em que, terminados os dias da purificação, deveria ser apresentada a oferta em favor de cada um deles.
Paulo foi covarde! Talvez, lógico, pelo grande medo porque já sabia até detalhes de como ia sofrer e morrer, mas Paulo foi covarde. E malditos homens que negaram a Igreja em favor da vida de Paulo. Acaso se esqueceram do que Jesus disse? (Mc 8, 34-35)
Paulo é preso no Templo. 27 Quando os sete dias estavam para terminar, os judeus vindos da Ásia viram Paulo no Templo e amotinaram todo o povo. Eles agarraram Paulo e 28 gritavam: "Israelitas, ajudai-nos! Este é o homem que, em toda parte, anda falando a todos contra o povo, contra a Lei e contra este Lugar. Além do mais, introduziu gregos no Templo e profanou este lugar santo".
29 É que tinham visto o efésio Trófimo com ele na cidade e pensavam que Paulo o tivesse levado ao Templo. 30 A cidade inteira se agitou e o povo acorreu de toda parte. Agarraram Paulo e o arrastaram para fora do Templo, cujas portas foram imediatamente fechadas. 31 Como quisessem matá-lo, o comandante da guarnição romana foi avisado de que Jerusalém inteira estava amotinada. 32 Ele tomou imediatamente soldados, pararam de espancar Paulo. 33 Aproximou-se, então, o comandante, prende-o e mandou que pusessem duas correntes; depois perguntou quem era e o que tinha feito. 34 Mas, na multidão, cada um dizia uma coisa. Como não pudesse apurar nada por causa do tumulto, mandou que Paulo fosse recolhido à fortaleza.
35 Ao chegar às escadarias, Paulo foi carregado pelos soldados por causa da violência do povo, 36 pois a multidão o seguia gritando: "Mata-o!Mata-o!" 37 À entrada da fortaleza, Paulo disse ao comandante: "Posso falar contigo?" Ele respondeu: "Falas grego? 38 Por acaso não és o egípcio que há dias promoveu u,a revolução que levou quatro mil guerrilheiros para o deserto?" 39 Paulo respondeu: "Eu sou judeu de Tarso na Cilícia, cidadão de uma cidade de renome. Peço-te que me permitas falar ao povo". 40 Com permissão do comandante, Paulo, de pé no alto das escadarias, fez sinal com a mão para o povo. Logo se fez grande silêncio, e Paulo lhes dirigiu a palavra em língua hebraica:
Que será dita apenas no capítulo seguinte. Até a próxima.
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terça-feira, 22 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Atos 21 - parte 1
A partir de agora até as férias do blog vamos finalizar Atos dos Apóstolos, Nesse post, At 21, 1-17.
21 Viagem para Jerusalém. 1 Depois de nos separarmos deles, fomos direto à ilha de Cós e, no dia seguinte, a Rodes e dali a Pátara. 2 Encontramos ali um navio, que fazia a travessia para a Fenícia, embarcamos e nos fizemos ao mar. 3 Logo avistamos Chipre, que deixamos à esquerda. Navegamos até a Síria e desembarcamos em Tiro, porque ali o navio tinha de deixar a sua carga. 4 Em Tiro encontramos discípulos com os quais ficamos sete dias. Movidos pelo Espírito, diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém. 5 Passados aqueles dias, partimos. Todos nos acompanharam, com suas mulheres e filhos, até fora da cidade. Ali, postos de joelhos na praia, rezamos, 6 despedimo-nos e subimos ao navio, enquanto eles voltavam para suas casas.
7 Indo de Tiro a Ptolemaida, acabamos nossa navegação e, depois de saudarmos os irmãos, ficamos um dia com eles. 8 No dia seguinte partimos e chegamos a Cesareia. Fomos à casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete diáconos, e ficamos com ele. 9 Ele tinha quatro filhas virgens que profetizavam.
Mais uma polêmica com apócrifos. Primeiro: existe um livro apócrifo bem malfeitinho por aí que está sendo atribuído a Filipe, mas que não existe nada que justifique que seja dele e o único documento que encontraram é de data muito posterior ao que seria o original, ou seja, na minha opinião, até havia um Evangelho segundo Filipe (que seria apóstolo e evangelista), mas não foi encontrado e não temos nenhum acesso a ele. Esse outro livro que se você pesquisar vai ver que são apenas especulações, típico de apócrifo. Vale lembrar que era muito comum que os falsificadores usassem nomes bíblicos já conhecidos para falsificar, vide o livro de Adão e Eva.
10 Como estivéssemos ali há vários dias, desceu da Judeia um profeta chamado Ágabo. 11 Aproximou-se de nós, tomou o cinto de Paulo, amarrou com ele os próprios pés e mãos e disse: "Isto diz o Espírito Santo: Assim será amarrado pelos judeus em Jerusalém o homem a quem pertence este cinto e o entregarão às mãos dos pagãos". 12 Quando ouvimos isso, nós e os irmãos que estavam ali insistimos com ele para que não subisse a Jerusalém. 13 Então Paulo respondeu: "Por que chorais e magoais meu coração? Estou pronto não só para ser atado mas para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus". 14 Como não conseguíssemos convencê-lo, paramos de insistir e dissemos: "Faça-se a vontade do Senhor".
O cinto é uma corda, por isso que é tão longo. Essa atitude final dos discípulos é a que todos devemos tomar. Só Deus sabe o que é melhor, então devemos esquecer um pouco nossas vontades e pedir pela vontade dele.
Paulo e Tiago em Jerusalém. 15 Depois destes dias, terminamos os preparativos e subimos a Jerusalém. 16 Iam conosco também alguns discípulos de Cesareia. Eles nos conduziram à casa de um tal Menasão de Chipre, discípulo antigo, onde nos hospedamos. 17 Quando chegamos a Jerusalém, fomos recebidos com alegria pelos irmãos.
Até a continuação,
21 Viagem para Jerusalém. 1 Depois de nos separarmos deles, fomos direto à ilha de Cós e, no dia seguinte, a Rodes e dali a Pátara. 2 Encontramos ali um navio, que fazia a travessia para a Fenícia, embarcamos e nos fizemos ao mar. 3 Logo avistamos Chipre, que deixamos à esquerda. Navegamos até a Síria e desembarcamos em Tiro, porque ali o navio tinha de deixar a sua carga. 4 Em Tiro encontramos discípulos com os quais ficamos sete dias. Movidos pelo Espírito, diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém. 5 Passados aqueles dias, partimos. Todos nos acompanharam, com suas mulheres e filhos, até fora da cidade. Ali, postos de joelhos na praia, rezamos, 6 despedimo-nos e subimos ao navio, enquanto eles voltavam para suas casas.
7 Indo de Tiro a Ptolemaida, acabamos nossa navegação e, depois de saudarmos os irmãos, ficamos um dia com eles. 8 No dia seguinte partimos e chegamos a Cesareia. Fomos à casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete diáconos, e ficamos com ele. 9 Ele tinha quatro filhas virgens que profetizavam.
Mais uma polêmica com apócrifos. Primeiro: existe um livro apócrifo bem malfeitinho por aí que está sendo atribuído a Filipe, mas que não existe nada que justifique que seja dele e o único documento que encontraram é de data muito posterior ao que seria o original, ou seja, na minha opinião, até havia um Evangelho segundo Filipe (que seria apóstolo e evangelista), mas não foi encontrado e não temos nenhum acesso a ele. Esse outro livro que se você pesquisar vai ver que são apenas especulações, típico de apócrifo. Vale lembrar que era muito comum que os falsificadores usassem nomes bíblicos já conhecidos para falsificar, vide o livro de Adão e Eva.
10 Como estivéssemos ali há vários dias, desceu da Judeia um profeta chamado Ágabo. 11 Aproximou-se de nós, tomou o cinto de Paulo, amarrou com ele os próprios pés e mãos e disse: "Isto diz o Espírito Santo: Assim será amarrado pelos judeus em Jerusalém o homem a quem pertence este cinto e o entregarão às mãos dos pagãos". 12 Quando ouvimos isso, nós e os irmãos que estavam ali insistimos com ele para que não subisse a Jerusalém. 13 Então Paulo respondeu: "Por que chorais e magoais meu coração? Estou pronto não só para ser atado mas para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus". 14 Como não conseguíssemos convencê-lo, paramos de insistir e dissemos: "Faça-se a vontade do Senhor".
O cinto é uma corda, por isso que é tão longo. Essa atitude final dos discípulos é a que todos devemos tomar. Só Deus sabe o que é melhor, então devemos esquecer um pouco nossas vontades e pedir pela vontade dele.
Paulo e Tiago em Jerusalém. 15 Depois destes dias, terminamos os preparativos e subimos a Jerusalém. 16 Iam conosco também alguns discípulos de Cesareia. Eles nos conduziram à casa de um tal Menasão de Chipre, discípulo antigo, onde nos hospedamos. 17 Quando chegamos a Jerusalém, fomos recebidos com alegria pelos irmãos.
Até a continuação,
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