Última parte deste capítulo: Mc 12, 35-44.
O Messias e Davi. 35 Jesus tomou a palavra e ensinava no Templo, dizendo: "Como os escribas podem dizer que o Messias é filho de Davi? 36 Pois o próprio Davi diz no Espírito Santo: Disse o Senhor a meu Senhor: senta-Te à Minha direita, até que ponha Teus inimigos como apoio de teus pés. 37 Se o próprio Davi O chama de Senhor, como pode Ele ser seu filho?" E a grande multidão O ouvia com prazer.
Só uma coisinha que queria comentar aqui. Tem uma musiquinha, que eu tive/tenho o desprazer de ter ouvido, dos malditos protestantes que fala que Jesus é filho de Davi. Ora e eis uma passagem que o próprio Cristo diz que está errado. Jesus é descendente de Davi, Ele é filho de São José e Maria, Nossa Senhora e Mãe, mas acima de tudo o Filho de Deus, ou o Filho do homem, como Ele mesmo gosta de dizer. Quando se diz que é filho existe uma sensação de rebaixamento. E por isso que nós católicos lembramos de dizer sobre Maria: filha de seu filho. Ou seja, mãe biológica, mas abaixo na hierarquia celeste. E Davi tá bem mais abaixo, podem ter certeza.
O castigo da ambição. 38 Jesus ensinava, dizendo: "Tomai cuidado com os escribas. Eles gostam de andar com roupas compridas, de ser saudados nas praças públicas, 39 de ocupar as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. 40 Devoram as casas das viúvas, a pretexto de longas orações. Eles terão sentença mais severa".
A generosidade da viúva. 41 Jesus estava sentado diante do cofre de esmolas e observava como o povo depositava as moedas. Muitos ricos depositavam muitas moedas. 42 Veio, então, uma pobre viúva e pôs no cofre apenas duas moedinhas no valor de alguns centavos. 43 Jesus chamou os discípulos e lhes disse: "Eu vos asseguro: esta pobre viúva deu mais do que todos os que depositaram no cofre. 44 Pois todos eles deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua indigência, deu tudo o que tinha, todo o seu sustento".
O que vale nas ofertas não é, exatamente, a quantidade, mas a proporção em relação ao que se têm. Por isso a Igreja estabelece, no dízimo, uma porcentagem (10% se não me engano) para aqueles que querem fazer ofertas regularmente. Até a próxima.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Marcos 12 - parte 2
Nesta segunda parte vamos de Mc 12, 18-34.
A ressurreição dos mortos. 18 Alguns dos saduceus, que afirmam não haver ressurreição, vieram procurar Jesus e Lhe perguntaram: 19 "Mestre, Moisés nos deixou escrito: Se morrer o irmão de alguém, deixando a mulher sem filhos, case-se com ela o irmão dele para dar descendência ao morto.
Antes de continuar, é bom que se diga que a sociedade da época só os homens trabalhavam, ou seja, se a mulher que saiu do sustento do pai e se casou com um homem e este morreu e não teve filhos, então a mulher ficaria sozinha no mundo e morreria de fome, por isso essa lei bizarra. Moisés deixou escrito em Dt 25, 5, mas também vemos essa passagem em Gn 18, 8. Essa é a lei do levirato (levir significa cunhado).
20 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar filhos. 21 O segundo casou-se com a viúva mas também morreu sem deixar filhos. Do mesmo modo o terceiro, 22 e dos sete nenhum deixou filhos. Por último de todos morreu a mulher. 23 Na ressurreição, quando todos ressuscitarem, de quem será a mulher? Pois os sete a tiveram por mulher". 24 Jesus lhes respondeu: "Acaso não vos enganais, desconhecendo as Escrituras e o poder de Deus? 25 Porque na ressurreição dos mortos, as pessoas não se casam, nem se dão em casamento, mas são como os anjos do céu.
26 E quanto aos mortos que vão ressurgir, não lestes no livro de Moisés, no episódio da sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? 27 Ele não é Deus de mortos mas de vivos. Andais muito enganados".
O que Jesus expõe está em Ex 3, 2.6.15.
O mandamento do amor. 28 Aproximou-se de Jesus um dos escribas que ouvira a discussão. Vendo que Jesus tinha respondido bem, perguntou-lhe: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" 29 Jesus lhe respondeu: "O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor, 30 e amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças. 31 O segundo é este: Amarás o próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes". 32 O escriba Lhe disse: "Muito bem, Mestre, com razão disseste que Deus é um só e fora dEle não há outro, 33 e amá-Lo de todo o coração, com todo o entendimento e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios". 34 Jesus, vendo que ele tinha falado com sabedoria, disse-lhe: "Não estás longe do reino de Deus". E ninguém mais ousava fazer-Lhe perguntas.
Muitos acham que foi Jesus que instituiu o "Amai-vos uns aos outros", mas não foi, Ele só aumentou mais ainda quando ao fim diz "como Eu vos amei" (Jo 15, 12). Pela ordem, a primeira citação (v. 29-30) está em Dt 6, 4; Js 22, 5. Depois vem (v.31) em Lv 19, 18. A terceira, dita pelo escriba que estava bem próximo do céu (v. 32-33) em Is 45, 21, além das mesmas passagens que Jesus dissera. E paravam de perguntar tanto para testá-Lo como para conhecer a verdade. Até a continuação.
A ressurreição dos mortos. 18 Alguns dos saduceus, que afirmam não haver ressurreição, vieram procurar Jesus e Lhe perguntaram: 19 "Mestre, Moisés nos deixou escrito: Se morrer o irmão de alguém, deixando a mulher sem filhos, case-se com ela o irmão dele para dar descendência ao morto.
Antes de continuar, é bom que se diga que a sociedade da época só os homens trabalhavam, ou seja, se a mulher que saiu do sustento do pai e se casou com um homem e este morreu e não teve filhos, então a mulher ficaria sozinha no mundo e morreria de fome, por isso essa lei bizarra. Moisés deixou escrito em Dt 25, 5, mas também vemos essa passagem em Gn 18, 8. Essa é a lei do levirato (levir significa cunhado).
20 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar filhos. 21 O segundo casou-se com a viúva mas também morreu sem deixar filhos. Do mesmo modo o terceiro, 22 e dos sete nenhum deixou filhos. Por último de todos morreu a mulher. 23 Na ressurreição, quando todos ressuscitarem, de quem será a mulher? Pois os sete a tiveram por mulher". 24 Jesus lhes respondeu: "Acaso não vos enganais, desconhecendo as Escrituras e o poder de Deus? 25 Porque na ressurreição dos mortos, as pessoas não se casam, nem se dão em casamento, mas são como os anjos do céu.
26 E quanto aos mortos que vão ressurgir, não lestes no livro de Moisés, no episódio da sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? 27 Ele não é Deus de mortos mas de vivos. Andais muito enganados".
O que Jesus expõe está em Ex 3, 2.6.15.
O mandamento do amor. 28 Aproximou-se de Jesus um dos escribas que ouvira a discussão. Vendo que Jesus tinha respondido bem, perguntou-lhe: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" 29 Jesus lhe respondeu: "O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor, 30 e amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças. 31 O segundo é este: Amarás o próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes". 32 O escriba Lhe disse: "Muito bem, Mestre, com razão disseste que Deus é um só e fora dEle não há outro, 33 e amá-Lo de todo o coração, com todo o entendimento e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios". 34 Jesus, vendo que ele tinha falado com sabedoria, disse-lhe: "Não estás longe do reino de Deus". E ninguém mais ousava fazer-Lhe perguntas.
Muitos acham que foi Jesus que instituiu o "Amai-vos uns aos outros", mas não foi, Ele só aumentou mais ainda quando ao fim diz "como Eu vos amei" (Jo 15, 12). Pela ordem, a primeira citação (v. 29-30) está em Dt 6, 4; Js 22, 5. Depois vem (v.31) em Lv 19, 18. A terceira, dita pelo escriba que estava bem próximo do céu (v. 32-33) em Is 45, 21, além das mesmas passagens que Jesus dissera. E paravam de perguntar tanto para testá-Lo como para conhecer a verdade. Até a continuação.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Marcos 12 - parte 1
Neste décimo segundo capítulo, subdividiremos em três parte para facilitar leitura e entendimento. Neste post: Mc 12, 1-17.
12 A rejeição do Filho do homem. 1 Jesus começou a falar-lhes em parábolas: "Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, escavou um tanque para esmagar as uvas, construiu uma torre e arrendou tudo a uns lavradores. Depois viajou para o exterior. 2 No tempo da safra, enviou um de seus escravos para receber dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha. 3 Pegaram o escravo, espancaram-no e o mandaram de volta de mãos vazias. 4 Tornou a enviar-lhes então outro escravo. Também a este feriram a cabeça e maltrataram. 5 O senhor enviou-lhes ainda um terceiro. A este, porém, mataram. Mandou outros mais, dos quais espancaram alguns e mataram a outros. 6 Restava-lhe ainda um: o seu filho querido. Enviou-lhes este último, pensando: 'Eles vão respeitar o meu filho!' 7 Mas os lavradores disseram uns aos outros: 'Este é o herdeiro! Vamos matá-lo e a herança será nossa!' 8 Pegaram o filho do patrão, mataram-no e o jogaram fora da vinha. 9 O que fará o dono da vinha? Virá e acabará com estes lavradores e arrendará a vinha a outros. 10 Não lestes a passagem da Escritura: A pedra rejeitada pelos construtores é que se tornou a pedra principal. 11 Foi obra do Senhor, digna de admiração para nossos olhos?"
A primeira citação está em Is 5, 1-2; a segunda Sl 118, 22-23. Mas o que destaco aqui é a parábola em si. Está muito claro que Deus é o senhor da vinha, os lavradores os judeus, os escravos os profetas e o filho do senhor Jesus. Mas repare que desde o princípio o Senhor confiou nos homens. Mandou o primeiro escravo, que voltou arruinado e sem frutos, quantos na mesma situação não teriam mandado açoitar os lavradores ou feito coisa pior. Mas o Senhor teve paciência e acreditou que eles mudariam, e foi mandando um a um acreditando na conversão deles. Mandou todos, só sobrara seu dileto Filho. O mandou e nem Ele foi suficiente para que eles se convertessem, prova é que o povo judeu existe até hoje. Então a vinha que pertencia somente aos judeus foram oferecidos a todos os outros (pagãos daqueles tempos até nós dos dias de hoje). E isso é admirável.
12 Eles procuravam prender Jesus mas tinham medo do povo. É que perceberam que Jesus havia contado a parábola contra eles. Então deixaram Jesus e foram embora.
O tributo a César. 13 Enviaram-Lhe alguns dos fariseus e herodianos para O pegarem em alguma palavra. 14 Eles chegaram e disseram a Jesus: "Mestre, sabemos que és sincero, que não te comprometes com ninguém, pois não olhas para a aparência das pessoas mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. É justo pagar imposto a César ou não? Devemos pagar ou não?" 15 Mas Jesus, vendo a hipocrisia deles, respondeu: "Por que Me testais? Deixai-Me ver a moeda do imposto". 16 Eles mostraram. E Jesus lhes perguntou: "De quem é essa imagem e inscrição?" Eles responderam: "De César". 17 Então lhes disse: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". E ficaram admirados com Ele.
O imposto em si poderia ser injusto já que cobra de pessoas que muitas vezes não tem condições de pagar e não têm retorno nas necessidades do povo. Ora se Jesus dissesse isso era preso na hora. Portanto ele usou de outra justiça, a de quem pertence as coisas. Se tem o rosto de César, portanto, pertencia a ele. Mas o mais importante Jesus diz no finalzinho e muita gente passa batido: "(Dai) a Deus o que é de Deus". Ou seja, entregar Jesus que é de Deus para Ele (Deus). Cristo se ofertou publicamente sem que ninguém percebesse, Até a próxima.
12 A rejeição do Filho do homem. 1 Jesus começou a falar-lhes em parábolas: "Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, escavou um tanque para esmagar as uvas, construiu uma torre e arrendou tudo a uns lavradores. Depois viajou para o exterior. 2 No tempo da safra, enviou um de seus escravos para receber dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha. 3 Pegaram o escravo, espancaram-no e o mandaram de volta de mãos vazias. 4 Tornou a enviar-lhes então outro escravo. Também a este feriram a cabeça e maltrataram. 5 O senhor enviou-lhes ainda um terceiro. A este, porém, mataram. Mandou outros mais, dos quais espancaram alguns e mataram a outros. 6 Restava-lhe ainda um: o seu filho querido. Enviou-lhes este último, pensando: 'Eles vão respeitar o meu filho!' 7 Mas os lavradores disseram uns aos outros: 'Este é o herdeiro! Vamos matá-lo e a herança será nossa!' 8 Pegaram o filho do patrão, mataram-no e o jogaram fora da vinha. 9 O que fará o dono da vinha? Virá e acabará com estes lavradores e arrendará a vinha a outros. 10 Não lestes a passagem da Escritura: A pedra rejeitada pelos construtores é que se tornou a pedra principal. 11 Foi obra do Senhor, digna de admiração para nossos olhos?"
A primeira citação está em Is 5, 1-2; a segunda Sl 118, 22-23. Mas o que destaco aqui é a parábola em si. Está muito claro que Deus é o senhor da vinha, os lavradores os judeus, os escravos os profetas e o filho do senhor Jesus. Mas repare que desde o princípio o Senhor confiou nos homens. Mandou o primeiro escravo, que voltou arruinado e sem frutos, quantos na mesma situação não teriam mandado açoitar os lavradores ou feito coisa pior. Mas o Senhor teve paciência e acreditou que eles mudariam, e foi mandando um a um acreditando na conversão deles. Mandou todos, só sobrara seu dileto Filho. O mandou e nem Ele foi suficiente para que eles se convertessem, prova é que o povo judeu existe até hoje. Então a vinha que pertencia somente aos judeus foram oferecidos a todos os outros (pagãos daqueles tempos até nós dos dias de hoje). E isso é admirável.
12 Eles procuravam prender Jesus mas tinham medo do povo. É que perceberam que Jesus havia contado a parábola contra eles. Então deixaram Jesus e foram embora.
O tributo a César. 13 Enviaram-Lhe alguns dos fariseus e herodianos para O pegarem em alguma palavra. 14 Eles chegaram e disseram a Jesus: "Mestre, sabemos que és sincero, que não te comprometes com ninguém, pois não olhas para a aparência das pessoas mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. É justo pagar imposto a César ou não? Devemos pagar ou não?" 15 Mas Jesus, vendo a hipocrisia deles, respondeu: "Por que Me testais? Deixai-Me ver a moeda do imposto". 16 Eles mostraram. E Jesus lhes perguntou: "De quem é essa imagem e inscrição?" Eles responderam: "De César". 17 Então lhes disse: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". E ficaram admirados com Ele.
O imposto em si poderia ser injusto já que cobra de pessoas que muitas vezes não tem condições de pagar e não têm retorno nas necessidades do povo. Ora se Jesus dissesse isso era preso na hora. Portanto ele usou de outra justiça, a de quem pertence as coisas. Se tem o rosto de César, portanto, pertencia a ele. Mas o mais importante Jesus diz no finalzinho e muita gente passa batido: "(Dai) a Deus o que é de Deus". Ou seja, entregar Jesus que é de Deus para Ele (Deus). Cristo se ofertou publicamente sem que ninguém percebesse, Até a próxima.
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