Fechando este capítulo, Lc 23, 26-56.
Apelo às mães de Jerusalém. 26 Enquanto O conduziam, agarraram um certo Simão de Cirene, que vinha da lavoura, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. 27 Seguia-O grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e O lamentavam. 28 Voltando-se para elas, Jesus disse: "Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos. 29 Pois dias virão em que se dirá: Felizes as mulheres estéreis, os ventres que não geraram filhos e os seios que não amamentaram. 30 Então começarão a pedir aos montes: caí sobre nós, e às colinas: cobri-nos! 31 Pois se isso fazem com a árvore verde, o que não acontecerá com a seca?" 32 Levavam também outros dois criminosos para serem executados com Ele.
Uma das últimas parábolas de Jesus, bem simples: Se fizeram isso com Ele, Deus (árvore verde), o que farão com um humano qualquer (árvore seca). A citação está em Os 10, 8. E Simão de Cirene levou a cruz só por uma parte do caminho, Jesus já levara uma parte do caminho antes.
Crucificado, Jesus perdoa. 33 Quando chegaram ao lugar chamado "A Caveira", ali crucificaram Jesus e os dois criminosos, um à direita e outro à esquerda. 34 Jesus dizia: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Depois repartiram as vestes de Jesus, tirando a sorte. 35 O povo permanecia lá e observava. Os sumos sacerdotes zombavam de Jesus, dizendo: "Ele salvou os outros; se for O Cristo de Deus, O eleito, salve-Se a si mesmo". 36 Também os soldados aproximavam-se para oferecer vinagre e zombavam, 37 dizendo: "Se Tu és o rei dos judeus, salva-Te a ti mesmo". 38 Pois havia uma inscrição acima dEle: "Este é o rei dos judeus".
39 Um dos criminosos crucificados insultava-O, dizendo: "Não és Tu o Cristo? Salva-Te a ti mesmo e a nós". 40 O outro, porém, o repreendeu, dizendo: "Nem tu, que estás sofrendo a mesma condenação, temes a Deus? 41 Nós sofremos com justiça porque recebemos o castigo merecido pelo que fizemos, mas Este nada fez de mal". 42 E Falou: "Jesus, lembra-Te de mim quando vieres como Rei". 43 E Jesus lhe respondeu: "Eu te asseguro: ainda hoje estarás comigo no paraíso".
Reparem que primeiro o ladrão fala com o senso da justiça. Somente depois o Espírito Santo vendo sua humildade vem sobre ele e ele professa a fé, que lha garante lugar no paraíso.
A morte de Jesus. 44 Já era quase meio-dia quando toda a região ficou coberta de escuridão até as três da tarde. 45 O sol escureceu e a cortina do Santuário se rasgou ao meio. 46 Clamando com voz alta, Jesus disse: "Pai, em tuas mãos entrego o Meu espírito". Dizendo isto, expirou.
47 Vendo o que acontecera, o oficial do exército romano glorificava a Deus, dizendo: "Realmente, Este homem era um justo". 48 Toda a multidão que tinha vindo para assistir ao espetáculo, vendo o que acontecera, retirou-se, batendo no peito. 49 Todos os conhecidos e as mulheres, que O haviam seguido desde a Galileia, estavam à distância, observando todas estas coisas.
Esse foi o último Salmo de Jesus antes da morte, dando até Seu espírito a Deus, Sl 31, 6.
A sepultura de Jesus. 50 Havia um homem bom e correto, de nome José, que era membro nobre do Conselho. 51 Ele não tinha concordado com a decisão dos outros nem com seus atos. Era de Arimateia, cidade da Judeia, e esperava o reino de Deus. 52 Apresentou-se a Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. 53 Descendo-O da cruz, envolveu-O num lençol e depositou-O num túmulo cavado na rocha, onde ninguém ainda fora colocado. 54 Era sexta-feira, e estava para começar o sábado. 55 As mulheres, que tinham vindo com Ele da Galileia, acompanharam José, viram o túmulo e como o corpo de Jesus foi nele colocado. 56 Depois voltaram e prepararam perfumes e bálsamos. No dia do sábado descansaram conforme mandava a Lei.
Lucas cita muito essas mulheres, como se delas tivesse pegado o relato para escrever essa parte do Evangelho. No caso daquele tempo o dia acabava quando escurecia, lá pras 5/6 horas, e tiveram de esperar pelo sabat, sem fazer nada, e depois voltariam lá somente no domingo de manhã. Até a próxima.
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
Lucas 23 - parte 1
Nessa primeira parte vamos de Lc 23, 1-25.
23 Jesus diante de Pilatos.1 Toda a assembleia levantou-se e levaram Jesus a Pilatos. 2 Começaram a acusá-Lo, dizendo: "Encontramos este homem subvertendo a nação. Proíbe pagar impostos a César e diz ser Ele o Cristo-Rei". 3 Pilatos perguntou-Lhe: "És Tu o rei dos judeus?" Jesus respondeu: "Tu o dizes". 4 Pilatos falou para os sumos sacerdotes e a multidão: "Eu não acho nenhum motivo para condenar este homem". 5 Eles, porém, insistiam, dizendo: "Ele subleva o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui".
Obviamente essas acusações são falsas, mas Pilatos nem entendia o porquê do significado de "rei dos judeus", ele era pagão.
Jesus diante de Herodes. 6 Ouvindo isto, Pilatos perguntou se era galileu. 7 Informado de que Jesus era da jurisdição de Herodes, mandou-O para Herodes, que naqueles dias também estava em Jerusalém. 8 Ao ver Jesus, Herodes ficou contente, pois há bastante tempo desejava vê-Lo; tinha ouvido falar dEle e esperava presenciar algum sinal feito por Ele. 9 Fez-Lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu. 10 Estavam presentes os sumos sacerdotes e os escribas, que insistentemente O acusavam. 11 Herodes, com os seus guardas, desprezou-O e, para zombar, mandou vestir-Lhe uma roupa luxuosa e O enviou de volta a Pilatos. 12 Naquele dia Herodes e Pilatos se fizeram amigos, pois antes eram inimigos.
Herodes queria um show de mágica particular, ele não estava precisando de nada de Jesus, e obviamente Jesus continuou como um cordeiro, calado.
Jesus é condenado à morte. 13 Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os magistrados e o povo, 14 e lhes disse: "Trouxeste Este homem à minha presença como subversivo mas, tendo-O interrogado diante de vós mesmos, não encontrei nenhuma das culpas de que O acusais. 15 E Herodes também nada encontrou, pois O mandou de volta. Portanto, Ele nada fez que mereça a morte. 16 Por isso vou soltá-Lo depois de O castigar". Tinha ele de lhes soltar um prisioneiro pela festa. 18 Mas todos a uma voz começaram a gritar: "Morra este homem! Solta-nos Barrabás!" 19 Barrabás tinha sido encarcerado por assassinato e devido a um motim ocorrido na cidade. 20 Pilatos se dirigiu novamente a eles, querendo livrar Jesus.
21 Mas eles gritavam: "Crucifica-O, crucifica-O!" 22 Pela terceira vez Pilatos lhes disse: "Mas que mal fez Ele? Não encontro nada nEle que mereça a morte. Vou mandar castigá-Lo, e depois O soltarei". 23 Mas com grande gritaria eles insistiam pedindo que fosse crucificado, e seus gritos iam crescendo. 24 Pilatos decidiu atender o pedido deles. 25 Soltou, conforme pediam, aquele que tinha sido preso por motim e assassinato, e entregou Jesus à vontade deles.
O povo instigado pelos sumos sacerdotes pediam pela pior morte para quem se disse Deus, sendo que Jesus não disse, mas era. E Pilatos cedeu. Até a continuação.
23 Jesus diante de Pilatos.1 Toda a assembleia levantou-se e levaram Jesus a Pilatos. 2 Começaram a acusá-Lo, dizendo: "Encontramos este homem subvertendo a nação. Proíbe pagar impostos a César e diz ser Ele o Cristo-Rei". 3 Pilatos perguntou-Lhe: "És Tu o rei dos judeus?" Jesus respondeu: "Tu o dizes". 4 Pilatos falou para os sumos sacerdotes e a multidão: "Eu não acho nenhum motivo para condenar este homem". 5 Eles, porém, insistiam, dizendo: "Ele subleva o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui".
Obviamente essas acusações são falsas, mas Pilatos nem entendia o porquê do significado de "rei dos judeus", ele era pagão.
Jesus diante de Herodes. 6 Ouvindo isto, Pilatos perguntou se era galileu. 7 Informado de que Jesus era da jurisdição de Herodes, mandou-O para Herodes, que naqueles dias também estava em Jerusalém. 8 Ao ver Jesus, Herodes ficou contente, pois há bastante tempo desejava vê-Lo; tinha ouvido falar dEle e esperava presenciar algum sinal feito por Ele. 9 Fez-Lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu. 10 Estavam presentes os sumos sacerdotes e os escribas, que insistentemente O acusavam. 11 Herodes, com os seus guardas, desprezou-O e, para zombar, mandou vestir-Lhe uma roupa luxuosa e O enviou de volta a Pilatos. 12 Naquele dia Herodes e Pilatos se fizeram amigos, pois antes eram inimigos.
Herodes queria um show de mágica particular, ele não estava precisando de nada de Jesus, e obviamente Jesus continuou como um cordeiro, calado.
Jesus é condenado à morte. 13 Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os magistrados e o povo, 14 e lhes disse: "Trouxeste Este homem à minha presença como subversivo mas, tendo-O interrogado diante de vós mesmos, não encontrei nenhuma das culpas de que O acusais. 15 E Herodes também nada encontrou, pois O mandou de volta. Portanto, Ele nada fez que mereça a morte. 16 Por isso vou soltá-Lo depois de O castigar". Tinha ele de lhes soltar um prisioneiro pela festa. 18 Mas todos a uma voz começaram a gritar: "Morra este homem! Solta-nos Barrabás!" 19 Barrabás tinha sido encarcerado por assassinato e devido a um motim ocorrido na cidade. 20 Pilatos se dirigiu novamente a eles, querendo livrar Jesus.
21 Mas eles gritavam: "Crucifica-O, crucifica-O!" 22 Pela terceira vez Pilatos lhes disse: "Mas que mal fez Ele? Não encontro nada nEle que mereça a morte. Vou mandar castigá-Lo, e depois O soltarei". 23 Mas com grande gritaria eles insistiam pedindo que fosse crucificado, e seus gritos iam crescendo. 24 Pilatos decidiu atender o pedido deles. 25 Soltou, conforme pediam, aquele que tinha sido preso por motim e assassinato, e entregou Jesus à vontade deles.
O povo instigado pelos sumos sacerdotes pediam pela pior morte para quem se disse Deus, sendo que Jesus não disse, mas era. E Pilatos cedeu. Até a continuação.
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