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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Mateus 26 - parte 3

Finalização do capítulo: Mt 26, 57-75.
Jesus professa ser o Messias. 57 Os que prenderam Jesus levaram-No a Caifás, o sumo sacerdote, onde os escribas e anciãos se haviam reunido. 58 Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote. Entrou ali e sentou-se junto com os guardas para ver como ia terminar. 59 Os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam falsos testemunhos contra Jesus para condená-Lo à morte. 60 Mas não os encontraram, embora muitas testemunhas falsas se tivessem apresentado. Finalmente apresentaram-se duas testemunhas 61 que disseram: "Este homem falou: 'Posso destruir o Santuário de Deus e em três dias reconstruí-lo'". 62 Então o sumo sacerdote levantou-se e perguntou: "Nada respondes ao que estes depõem contra ti?" 63 Jesus, porém, permanecia calado. O sumo sacerdote lhe disse: "Conjuro-Te pelo Deus vivo: Dize-nos se tu és o Cristo, o Filho de Deus". 64 Jesus respondeu-lhe: "Tu o disseste. Entretanto Eu vos digo: Um dia vereis o Filho do homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu".
Quando procuravam por mentirosos, queriam pessoas não que contassem coisas absurdas, mas que falasse de uma maneira maldosa discursos que Jesus havia feito. Jesus era levado de um lado a outro levando muitos golpes, mas permanecia calado, até esse último discurso, que cita Sl 110, 1 e Dn 7, 13, onde se declara de maneira indireta como o Filho de Deus.
65 Então o sumo sacerdote rasgou as vestes e disse: "Blasfemou! Que necessidade temos de mais testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia. 66 O que vos parece?" Eles responderam: "É réu de morte". 67 Então começaram a cuspir-Lhe no rosto e a dar-Lhe bofetadas, e outros a ferir-Lhe o rosto; 68 e diziam: "Advinha, ó Cristo, quem foi que te bateu?"
A negação de Pedro. 69 Enquanto isso, Pedro estava sentado lá fora, no pátio. Uma criada aproximou-se dele e disse: "Tu também estavas com Jesus, o Galileu". 70 Mas ele negou diante de todos dizendo: "Não sei o que dizes". 71 Mas, ao sair em direção à porta, outra criada o viu e disse aos que lá estavam: "Este homem estava com Jesus, o Nazareno". 72 E de novo ele negou com juramento que não conhecia o homem. 73 Pouco depois, os que ali estavam chegaram perto dele e disseram: "De fato, tu também és um deles, pois teu sotaque te denuncia". 74 Ele então começou a rogar pragas e a jurar que não conhecia o Homem. Neste instante o galo cantou. 75 Pedro se lembrou do que Jesus lhe dissera: "Antes que o galo cante, me negarás três vezes". E saindo para fora, Pedro chorou amargamente.
Poucas horas depois de jurar estar sempre com Jesus, Pedro acaba negando-O três vezes, conforme Jesus havia dito. Esse momento foi de muita dor para Pedro, do ponto de vista pessoal, mas isso fez com que Ele mais a frente evoluísse na sua fé. Até a próxima

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Mateus 26 - parte 2

Segunda parte: Mt 26, 26-56.
O testamento eucarístico. 26 Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e pronunciou a bênção. Depois, partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo: "Tomai e comei, isto é o Meu corpo". 27 Em seguida, tomando um cálice e, depois de dar graças, deu-lhes, dizendo: "Bebei dele todos, 28 pois isto é o Meu sangue, o sangue da Aliança, derramado por muitos, para o perdão dos pecados. 29 Digo-vos que já não beberei deste fruto da videira até o dia em que o beberei de novo convosco no reino de Meu Pai."
"Bebei dele todos"( v.27) mostra que Ele realmente veio para salvar a todos, com a nova aliança para o perdão dos pecados. Continuemos
A negação de Pedro. 30 Depois de terem cantado os salmos, saíram para o monte das Oliveiras. 31 Então Jesus lhes disse: "Todos vós ficareis decepcionados comigo esta noite, porque está escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão. 32 Mas, depois de ressuscitar, irei à vossa frente para a Galiléia".
A referência que Jesus quer dizer-nos está em Zc 13, 7, e também revela que aparecerá na Galiléia após a ressurreição.
33 Pedro tomou a palavra e Lhe disse: "Ainda que todos fiquem desapontados contigo, eu jamais me decepcionarei". 34 Jesus lhe respondeu: "Eu te garanto que nesta mesma noite, antes que o galo cante, já me terás negado três vezes". 35 Pedro insistiu: "Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei". E o mesmo diziam todos os discípulos.
Esse é o tipo de coisa que acontece quando colocamos a nossa confiança em nós e esquecemos de Deus, falamos e falamos, mas só falamos. Ninguém se dá conta do que está pra acontecer, mesmo que já tenho dito ninguém conseguiu pensar sobre isso.
Jesus no Getsêmani. 36 Então Jesus se retirou com os discípulos para um sítio chamado Getsêmani e lhes disse: "Sentai-vos aqui, enquanto vou ali para orar". 37 Levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado. 38 Então lhes disse: "Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui em vigília comigo". 39  Adiantou-se um pouco, prostou-Se com o rosto em terra e orava, dizendo: "Pai, se for possível, afasta de Mim este cálice, contudo não se faça como Eu quero mas como Tu queres".
Quem diria que uma coisa dessas pudesse estar acontecendo: O Senhor do céu e da terra veio ao mundo e agora está triste e angustiado, essa dor que Ele está sentindo é indescritível, Ele já sabia que tudo isso ia acontecer desde seu nascimento e agora está prestes a acontecer e está sendo tudo muito difícil. Só pra constar Ele levou Pedro, João e André.
40 Voltou aos discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: "Não foste capazes de vigiar uma hora comigo? 41 Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca". 42 Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: "Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu dEle beba, faça-se a Tua vontade". 43 E, voltando outra vez, os encontrou adormecidos. É que eles tinham os olhos pesados de sono. 44 Deixou-os de novo e foi orar pelo terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45 Então voltou até os discípulos e lhes disse: "Dormi agora e descansai! Já se aproxima a hora e o Filho do homem vai ser entregue em mãos de pecadores. 46 Levantai-vos! Vamos! Já se aproxima quem Me vai entregar.
Os protestantes odeiam rezar e olha quantas vezes o próprio Deus rezou. Os discípulos tinham acabado de comer estavam com muito sono, mas agora era a hora da traição.
Jesus é traído e preso. 47 Jesus ainda estava falando, quando chegou Judas, um dos Doze, junto com um grande bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes e anciãos do povo. 48 O traidor lhes tinha dado a senha: "Aquele que eu beijar é Jesus; prendei-O". 49 Tão logo chegou, Judas aproximou-se de Jesus e disse: "Salve, Mestre!" E o beijou. 50 Jesus lhe disse: "Amigo, faze o que tens a fazer". Então eles avançaram sobre Jesus e o prenderam.
Jesus diz "amigo" com o traidor, isso é um sinal que Deus perdoa sempre, mesmo esse homem que seria melhor não ter nascido.
51 Nisso um dos que estavam com Jesus meteu a mão na espada, puxou-a e feriu o escravo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. 52 Jesus, porém, lhe disse: "Põe a espada na bainha, pois quem toma da espada, pela espada morrerá. 53 Ou pensais que não posso pedir a meu Pai e Ele me enviaria, neste instante, mais de doze legiões de anjos? 54 Mas, nesse caso, como vão cumprir-se as Escrituras, segundo as quais é assim que deve acontecer?" 55 Naquela hora Jesus disse à multidão: "Saístes para prender-Me como se Eu fosse um ladrão, com espadas e cacetes? Todos os dias Eu estava sentado no Templo a ensinar, e não Me prendestes. 56 Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos Profetas". Então todos os discípulos O abandonaram e fugiram. 
Os discípulos não podiam lutar, então não havia muito sentido ficar ali, preferiram por correr para pensarem sobre tudo que estava acontecendo. Até a próxima e final parte.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Mateus 26 - parte 1

Leitura bíblica, em Mt 26, 1-25.
Conclusão e transição. 1 Ao terminar todos esses discursos, Jesus disse aos discípulos: 2 "Sabeis que dentro de dois dias será a Festa da Páscoa, e o Filho do homem será entregue para ser crucificado".
Agora começa a Paixão de Cristo, na Páscoa as pessoas sacrificam um cordeiro e Deus tem o Seu cordeiro, Jesus Cristo, que vem para nos salvar.
Decreto de prisão e morte. 3 Nessa ocasião, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás, 4 e resolveram prender Jesus à traição, para o matar. 5 Diziam, no entanto: "Não seja durante a festa, para não haver tumulto entre o povo".
A unção de Betânia. 6 Quando Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso, 7 uma mulher chegou perto dEle com um vaso feito de alabastro, cheio de precioso perfume e derramou-Lhe sobre a cabeça enquanto Ele estava À mesa. 8 Vendo isso, os discípulos disseram indignados: "Para que tanto desperdício? 9 Este perfume poderia ser vendido por um bom preço, e o dinheiro distribuído aos pobres". 10 Ao ouvir isso, Jesus lhes disse: "Por que incomodais esta mulher? Ela Me fez uma boa ação. 11 Porque pobres sempre os tendes convosco, a Mim, porém, nem sempre Me tendes. 12 Ao derramar este perfume no Meu corpo, ela Me ungiu para a sepultura. 13 Eu vos garanto que, em qualquer parte do mundo onde este evangelho for anunciado, será também contado, em sua memória, o que ela fez.
Jesus foi "temperado", dessa vez havia razões para gastar-se perfume, pois era próximo a hora da morte de Cristo, apesar de aparecer nessa parte, esse fato se deu 6 dias antes da Páscoa, conforme Jo 12, 1. Seguindo.
Traição de Judas. 14 Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os sumos sacerdotes 15 e lhes disse: "Quanto quereis dar-me, se eu entregar Jesus?"Eles decidiram dar-lhe trinta moedas de prata. 16 E a partir de então, procurava uma ocasião oportuna para entregá-Lo.
O preço que vale Deus já conhecíamos, em Zc 11, 12, onde é tratado até como ironia, sendo chamado de preço esplêndido.
A Páscoa com os discípulos. 17 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos se aproximaram de Jesus e perguntaram: "Onde queres que te preparemos a Ceia da Páscoa?" 18 Ele respondeu: "Ide à cidade, à casa de certo homem, e dizei-lhe: O Mestre mandou dizer: o Meu tempo está próximo; quero celebrar em tua Páscoa com os Meus discípulos". 19 Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado e prepararam a Ceia da Páscoa.
20 Chegada a tarde, Ele se pôs à mesa com os Doze. 21 E, enquanto comiam, disse-lhes: "Eu vos garanto que um de vós me entregará". 22 Muito tristes, começaram a dizer um por um: "Por acaso sou eu, Senhor?" 23 Ele respondeu: "Quem põe comigo a mão no prato, esse me entregará. 24 O Filho do homem segue Seu caminho como dEle está escrito; mas ai daquele por quem o Filho do homem foi traído! Melhor seria para esse homem não ter nascido". 25 Então Judas, que ia entregá-Lo, perguntou: "Por acaso sou eu, Mestre?" E Ele respondeu: "Tu o disseste".
Judas perguntou - e por último - porque pensou que se não perguntasse, iriam desconfiá-lo dele, e Jesus acaba por revelar que era ele o traidor, mas de maneira tão indireta que ninguém se deu conta. Até a próxima parte.