Parte final do penúltimo capítulo do livro de São Marcos. Dando continuidade a crucificação de Jesus: Mc 15, 27-47.
27 Com Ele crucificaram dois bandidos: uma à direita e outro à esquerda. 28 E cumpriu-se a Escritura que diz: Foi contado entre malfeitores. 29 Os que passavam O injuriavam e, balançando a cabeça, diziam: "Ah! Tu, que destróis o Santuário e o reconstróis em três dias, 30 salva-Te agora descendo da cruz". 31 Do mesmo modo os sumos sacerdotes com os escribas caçoavam dEle, dizendo: "Ele salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar. 32 O Cristo, o Rei de Israel! Desça agora da cruz para que vejamos e acreditemos". Também os que foram crucificados com Ele O insultavam.
Esse versículo 28 muitas vezes é retirado, mas resolvi por colocar. Refere-se a passagem em Is 53, 12. Na passagem seguinte é uma referência ao mesmo Salmo (22) que retrata esse momento, no caso Sl 22, 7; mas também o balanceio da cabeça em Sl 109, 25. E os insultos era uma forma do Diabo tentar convencer a Cristo de desistir e desacreditar dos planos de Deus, até porquê é falso o que se diz que se Ele saísse iriam acreditar. Mentiram.
A morte de Jesus. 33 Chegando o meio-dia, toda a região ficou coberta de escuridão, até as três da tarde. 34 Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte: Eloí Eloí, lemá sabachthani! O que quer dizer: Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonaste?
O título do Salmo 22 foi dito, um Salmo que sintetiza a humilhação máxima, mas logo em seguida a Glória. Alguns confundiram o Eloí com Elias, conforme o que segue.
35 Alguns dos que ali estavam ouviram isso e diziam:c"Vede! Ele está chamando Elias". 36 Um deles foi correndo embeber uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-Lhe de beber, dizendo: "Deixai, vejamos se Elias vem tirá-Lo da cruz".
37 Mas Jesus deu um forte grito e expirou. 38 A cortina do Santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. 39 O oficial romano, que estava diante dEle, vendo-O morrer assim, disse: "Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus".
O rasgamento da cortina é um sinal do céu em que tanto se lê em várias partes do Antigo Testamento.
40 Havia ali também algumas mulheres, que olhavam de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago Menor e de José, e Salomé. 41 Elas seguiam e serviam a Jesus quando estava na Galileia. Havia também muitas outras que tinham subido com Ele a Jerusalém.
O sepultamento. 42 A tarde já tinha caído e, como era o dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 veio José de Arimateia, um membro ilustre do tribunal dos judeus que também esperava o reino de Deus. Ele entrou com coragem na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Pilatos ficou admirado de que Ele já houvesse morrido. Mandou chamar o oficial e perguntou se Jesus já estava morto. 45 Informado pelo oficial, deu o cadáver a José. 46 Depois de ter comprado um lençol de linho, José retirou o corpo da cruz, envolveu-O no lençol e O depositou num túmulo escavado na rocha. Em seguida, rolou uma pedra sobre a entrada. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, olhavam onde o estavam depositando.
E assim se encerra este penúltimo capítulo, com a dolorosa morte de Cristo. Até o último capítulo.
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terça-feira, 11 de novembro de 2014
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Marcos 15 - parte 1
Capítulo 15 em duas partes. Nesta primeira vamos de: Mc 15, 1-26.
15 Jesus é condenado por Pilatos. 1 Logo ao amanhecer, os sumos sacerdotes com os anciãos e escribas, bem como os demais membros do Sinédrio, reuniram-se em conselho. Depois levaram Jesus amarrado e O entregaram a Pilatos. 2 Pilatos perguntou-Lhe: "És Tu o Rei dos Judeus?" Jesus respondeu: "Tu o dizes". 3 Os sumos sacerdotes O acusavam de muitas coisas. 4 Pilatos perguntou outra vez: "Nada respondes? Vê quanta coisa Te acusam!" 5 Jesus, porém, não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. 6 Por ocasião da Festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar um dos presos que eles pedissem. 7 Na prisão havia um, chamado Barrabás, preso com os revoltosos que haviam cometido um homicídio na rebelião. 8 A multidão subiu e começou a pedir o que sempre lhe costumava conceder. 9 Pilatos perguntou-lhes: "Quereis que eu vos solte o Rei dos Judeus?" 10 Pilatos bem sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja. 11 Mas os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que, de preferência, lhes soltasse Barrabás.
Marcos faz pequenos cortes na história (se comparado a outros Evangelhos) para resumir bem como foi a condenação de Jesus, motivado pela inveja dos sumos sacerdotes. E Pilatos sabia, por isso queria soltar Jesus, mas cedeu a vontade do povo.
12 Pilatos perguntou-lhes de novo: "Que quereis, pois, que eu vos faça deste a quem chamais de rei dos judeus?" 13 Eles gritaram: "Crucificai-O!" 14 Pilatos, porém, perguntou: "Mas que mal fez Ele?" Eles gritaram mais forte ainda: "Crucificai-O!" 15 Pilatos, querendo agradar ao povo, soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de tê-Lo mandando açoitar, entregou-O para ser crucificado.
Jesus escarnecido pelos soldados. 16 Os soldados o conduziram para dentro do pátio do palácio e convocaram todo o batalhão. 17 Vestiram-Lhe um manto de púrpura e o coroaram com uma coroa tecida de espinhos. 18 E começaram a saudá-Lo: "Salve, rei dos judeus". 19 Batiam-Lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e curvavam o joelho para reverenciá-Lo. 20 Depois de caçoarem dEle, tiraram-Lhe o manto púrpura e o vestiram com suas vestes.
Jesus é crucificado. Depois conduziram-No para fora a fim de O crucificarem. 21 Para carregar a cruz, requisitaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que vinha da lavoura. 22 Levaram Jesus a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da Caveira". 23 Ofereceram-Lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não bebeu. 24 Assim que O crucificaram, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte para saber o que cada um levaria. 25 Eram nove horas da manhã quando O crucificaram. 26 A inscrição com o motivo de sua condenação dizia: O Rei dos Judeus.
Ainda continuaremos com a crucificação de Jesus, mas somente no próximo post. A citação em destaque se refere ao Sl 22, 19, leia-se também o v.2, que mais tarde foi dito por Jesus. Até a continuação.
15 Jesus é condenado por Pilatos. 1 Logo ao amanhecer, os sumos sacerdotes com os anciãos e escribas, bem como os demais membros do Sinédrio, reuniram-se em conselho. Depois levaram Jesus amarrado e O entregaram a Pilatos. 2 Pilatos perguntou-Lhe: "És Tu o Rei dos Judeus?" Jesus respondeu: "Tu o dizes". 3 Os sumos sacerdotes O acusavam de muitas coisas. 4 Pilatos perguntou outra vez: "Nada respondes? Vê quanta coisa Te acusam!" 5 Jesus, porém, não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. 6 Por ocasião da Festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar um dos presos que eles pedissem. 7 Na prisão havia um, chamado Barrabás, preso com os revoltosos que haviam cometido um homicídio na rebelião. 8 A multidão subiu e começou a pedir o que sempre lhe costumava conceder. 9 Pilatos perguntou-lhes: "Quereis que eu vos solte o Rei dos Judeus?" 10 Pilatos bem sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja. 11 Mas os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que, de preferência, lhes soltasse Barrabás.
Marcos faz pequenos cortes na história (se comparado a outros Evangelhos) para resumir bem como foi a condenação de Jesus, motivado pela inveja dos sumos sacerdotes. E Pilatos sabia, por isso queria soltar Jesus, mas cedeu a vontade do povo.
12 Pilatos perguntou-lhes de novo: "Que quereis, pois, que eu vos faça deste a quem chamais de rei dos judeus?" 13 Eles gritaram: "Crucificai-O!" 14 Pilatos, porém, perguntou: "Mas que mal fez Ele?" Eles gritaram mais forte ainda: "Crucificai-O!" 15 Pilatos, querendo agradar ao povo, soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de tê-Lo mandando açoitar, entregou-O para ser crucificado.
Jesus escarnecido pelos soldados. 16 Os soldados o conduziram para dentro do pátio do palácio e convocaram todo o batalhão. 17 Vestiram-Lhe um manto de púrpura e o coroaram com uma coroa tecida de espinhos. 18 E começaram a saudá-Lo: "Salve, rei dos judeus". 19 Batiam-Lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e curvavam o joelho para reverenciá-Lo. 20 Depois de caçoarem dEle, tiraram-Lhe o manto púrpura e o vestiram com suas vestes.
Jesus é crucificado. Depois conduziram-No para fora a fim de O crucificarem. 21 Para carregar a cruz, requisitaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que vinha da lavoura. 22 Levaram Jesus a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da Caveira". 23 Ofereceram-Lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não bebeu. 24 Assim que O crucificaram, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte para saber o que cada um levaria. 25 Eram nove horas da manhã quando O crucificaram. 26 A inscrição com o motivo de sua condenação dizia: O Rei dos Judeus.
Ainda continuaremos com a crucificação de Jesus, mas somente no próximo post. A citação em destaque se refere ao Sl 22, 19, leia-se também o v.2, que mais tarde foi dito por Jesus. Até a continuação.
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