Fechando esse capítulo de Atos dos Apóstolos, aqui At 7, 37-60.
37 Esse é o Moisés que disse aos israelitas: Deus fará surgir para vós, dentre vossos irmãos, um profeta como eu. 38 Foi ele que esteve na assembleia no deserto, falando com o Anjo, no monte Sinai, e com nossos pais. Foi ele que recebeu palavras de vida para nos transmitir. 39 Nossos pais não quiseram obedecer-lhe, mas o rejeitaram. Com saudades em seus corações voltaram-se para o Egito, 40 dizendo para Aarão: Faze-nos deuses que caminhem a nossa frente, porque quanto a esse Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele. 41 Naqueles dias fabricaram um bezerro de ouro e ofereceram-lhe um sacrifício, alegrando-se diante da obra de suas mãos. 42 Mas Deus se afastou deles e os entregou ao culto das estrelas do céu, conforme está escrito no livro dos Profetas: Acaso me oferecestes vítimas e sacrifícios durante quarenta anos no deserto, casa de Israel? 43 Antes levastes para lá a tenda de Moloc e o astro do deus refan, as imagens que fizeste para adorar. Por isso eu vos transportarei para além da Babilônia.
44 A tenda do testemunho esteve com nossos pais no deserto, conforme havia determinado aquele que falou a Moisés, ordenando que a fizesse segundo o modelo que tinha visto. 45 Nossos pais a receberam e, sob a direção de Josué, levaram-na para a terra das nações, que Deus expulsou diante de nossos pais. Assim ficou até os dias de Davi. 46 Deus se agradou de Davi, e este pediu o favor de levantar uma casa para o Deus de Jacó. 47 Mas foi Salomão quem construiu a casa. 48 O Altíssimo, porém, não habita em casa feita por mãos humanas, conforme diz o profeta: 49 Meu trono é o céu, e a terra é o apoio de meus pés. Que casa edificareis para mim, diz o Senhor, ou qual será o lugar de meu repouso? 50 Não foi minha mão que fez todas estas coisas?
51 Ó gente teimosa, de cabeça dura e ouvidos incapazes de ouvir. Sempre resistis ao Espírito Santo: Vós sois como vossos pais. 52 Que profeta vossos pais não perseguiram? Mataram os que anunciavam a vinda do Justo, de quem agora vos tornastes traidores e assassinos. 53 Vós recebestes a Lei, promulgada por anjos, e não a guardastes".
Apedrejamento de Estêvão. 54 Ao ouvirem tais palavras, começaram a ferver e espumar de raiva contra ele. 55 Cheio do Espírito Santo, Estêvão olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus. 56 Então disse: "Estou vendo os céus abertos e o Filho do homem de pé a direita de Deus". 57 Gritando em altas vozes, taparam os ouvidos e lançaram-se todos juntos sobre Estêvão. 58 Arrastaram-no para fora da cidade e o apedrejaram. As testemunhas depositaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo. 59 Enquanto era apedrejado, Estêvão orava assim: "Senhor Jesus, recebe meu espírito". 60 Posto de joelhos, gritou com voz forte: "Senhor, não lhes leves em conta este pecado". Com essas palavras adormeceu.
Essa foi a história do primeiro mártir cristão. Modelo de santidade. Até a próxima.
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Atos 7 - parte 2
Segunda parte deste capítulo, aqui At 7, 23-36. Continuando a história contada por Estêvão.
23 Assim que completou quarenta anos, sentiu vontade de visitar os irmãos, os israelitas. 24 Ao ver que um deles estava sendo maltratado, tomou-lhe a defesa e o vingou, matando o egípcio. 25 Pensava que os irmãos iriam compreender que Deus queria libertá-los por meio dele, mas eles não compreenderam. 26 No dia seguinte, quando dois deles brigavam, tentou reconciliá-los: 'Homens, disse ele, vós sois irmãos, por que vos maltratais um ao outro?' 27 Mas o agressor que maltratava o companheiro o repeliu, dizendo: Quem te constituiu chefe ou juiz sobre nós? 28 Acaso queres matar-me como ontem mataste o egípcio? 29 A estas palavras Moisés fugiu e foi morar como estrangeiro na terra de Madiã, onde teve dois filhos.
30 Passados quarenta anos, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo, na chama de uma sarça ardente. 31 Admirado do fenômeno, Moisés aproximou-se para examiná-lo. E a voz do Senhor lhe falou: 32 Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaac e Jacó. Moisés, trêmulo de medo, não ousava olhar. 33 O Senhor lhe disse: Tira o calçado dos pés, porque o lugar onde estás é terra santa. 34 Vi muito bem a aflição de meu povo no Egito e ouvi os seus gemidos. Por isso desci para libertá-los. Agora, pois, vai! Sou Eu que te envio ao Egito. 35 Foi esse Moisés, a que negaram dizendo: Quem te constituiu chefe e juiz?, que Deus enviou, como chefe e libertador , por meio do Anjo que lhe apareceu na sarça. 36 Foi ele que os fez sair, realizando prodígios e sinais pelo país do Egito, no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.
O número quarenta aparece várias vezes, podendo ser encarado como simbólico, ou apenas um erro na forma de contar os anos. Até a continuação com a última parte deste capítulo.
23 Assim que completou quarenta anos, sentiu vontade de visitar os irmãos, os israelitas. 24 Ao ver que um deles estava sendo maltratado, tomou-lhe a defesa e o vingou, matando o egípcio. 25 Pensava que os irmãos iriam compreender que Deus queria libertá-los por meio dele, mas eles não compreenderam. 26 No dia seguinte, quando dois deles brigavam, tentou reconciliá-los: 'Homens, disse ele, vós sois irmãos, por que vos maltratais um ao outro?' 27 Mas o agressor que maltratava o companheiro o repeliu, dizendo: Quem te constituiu chefe ou juiz sobre nós? 28 Acaso queres matar-me como ontem mataste o egípcio? 29 A estas palavras Moisés fugiu e foi morar como estrangeiro na terra de Madiã, onde teve dois filhos.
30 Passados quarenta anos, apareceu-lhe no deserto do monte Sinai um anjo, na chama de uma sarça ardente. 31 Admirado do fenômeno, Moisés aproximou-se para examiná-lo. E a voz do Senhor lhe falou: 32 Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, de Isaac e Jacó. Moisés, trêmulo de medo, não ousava olhar. 33 O Senhor lhe disse: Tira o calçado dos pés, porque o lugar onde estás é terra santa. 34 Vi muito bem a aflição de meu povo no Egito e ouvi os seus gemidos. Por isso desci para libertá-los. Agora, pois, vai! Sou Eu que te envio ao Egito. 35 Foi esse Moisés, a que negaram dizendo: Quem te constituiu chefe e juiz?, que Deus enviou, como chefe e libertador , por meio do Anjo que lhe apareceu na sarça. 36 Foi ele que os fez sair, realizando prodígios e sinais pelo país do Egito, no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.
O número quarenta aparece várias vezes, podendo ser encarado como simbólico, ou apenas um erro na forma de contar os anos. Até a continuação com a última parte deste capítulo.
Atos 7 - parte 1
Capítulo 7 de Atos dos Apóstolos, nessa primeira parte: At 7, 1-22.
7 Discurso de Estêvão. 1 Então o sumo sacerdote perguntou-lhe se isso era verdade. 2 Ele respondeu: "Irmãos e pais, escutai! O Deus da glória apareceu a nosso Pai Abraão, quando morava na Mesopotâmia, antes de ir morar em Harã. 3 Ele disse: Sai de tua terra e do meio dos teus parentes, e vai para a terra que Eu te mostrarei.4 Abraão saiu, então, da terra dos caldeus e foi morar em Harã. Depois da morte de seu pai, Deus o mudou dali para esta terra que agora habitais. 5 Deus não lhe deu nenhuma herança, nem sequer um palmo de terra, mas prometeu dá-la em posse a ele e à sua descendência, embora Abraão não tivesse ainda nenhum filho. 6 Deus assim lhe falou: Tua descendência habitará numa terra estrangeira, será escravizada e maltratada durante quatrocentos anos. 7 Mas Deus disse: Eu julgarei a nação que os escravizar. Depois disto eles sairão e Me prestarão culto neste lugar. 8 Em seguida deu-lhe a aliança da circuncisão. Assim nasceu Isaac, e Abraão o circuncidou no oitavo dia. Isaac foi pai de Jacó, e Jacó, dos doze patriarcas.
Muitas referências do AT foram usadas no discurso de Estêvão, basicamente de Gn 12, 1 até Ex 3, 12. E continua...
9 Invejosos de José, os patriarcas o venderam para o Egito. Mas Deus estava com Ele; 10 libertou-o de todas as angústias e lhe deu graça e sabedoria diante do Faraó, o rei do Egito. Este o constituiu governador do país e chefe de toda a sua casa. 11 Houve, então, uma fome em todo o Egito e em Canaã. Grande era o sofrimento causado pela fome, e nossos pais não achavam o que comer. 12 Mas, quando Jacó soube que havia trigo no Egito, enviou pela primeira vez nossos antepassados. 13 Na segunda vez, José foi reconhecido pelos irmãos, e a sua origem tornou-se conhecida do Faraó. 14 José mandou então chamar seu pai Jacó, com toda a família em número de setenta e cinco pessoas. 15 Jacó desceu ao Egito, onde ele e nossos pais morreram. 16 Seus corpos foram transladados para Siquém e colocados no sepulcro que Abraão havia comprado, a preço de prata, dos filhos de Hemor que ali moravam.
17 Aproximava-se o tempo em que devia realizar-se a promessa de Deus a Abraão. O povo cresceu e se multiplicou no Egito, 18 até que subiu ao trono outro rei que não conhecera José. 19 Usando de astúcia contra nosso povo, maltratou nossos antepassados e os obrigou a abandonar os recém-nascidos para tirar-lhes a vida. 20 Nesse tempo nasceu Moisés, criança linda aos olhos de Deus. Foi criado por três meses na casa paterna. 21 Depois, quando tiveram que abandoná-lo, foi recolhido pela filha do Faraó que o fez criar como seu próprio filho. 22 Moisés foi instruído em toda a sabedoria do Egito e se tornou um homem influente quando falava e agia.
Não há muito o que comentar, pois todo esse discurso de Estêvão, inspirado por Deus, é contando a história da presença dEle no meio do povo, o próprio Estêvão continuará nas próximas partes. Até a continuação.
7 Discurso de Estêvão. 1 Então o sumo sacerdote perguntou-lhe se isso era verdade. 2 Ele respondeu: "Irmãos e pais, escutai! O Deus da glória apareceu a nosso Pai Abraão, quando morava na Mesopotâmia, antes de ir morar em Harã. 3 Ele disse: Sai de tua terra e do meio dos teus parentes, e vai para a terra que Eu te mostrarei.4 Abraão saiu, então, da terra dos caldeus e foi morar em Harã. Depois da morte de seu pai, Deus o mudou dali para esta terra que agora habitais. 5 Deus não lhe deu nenhuma herança, nem sequer um palmo de terra, mas prometeu dá-la em posse a ele e à sua descendência, embora Abraão não tivesse ainda nenhum filho. 6 Deus assim lhe falou: Tua descendência habitará numa terra estrangeira, será escravizada e maltratada durante quatrocentos anos. 7 Mas Deus disse: Eu julgarei a nação que os escravizar. Depois disto eles sairão e Me prestarão culto neste lugar. 8 Em seguida deu-lhe a aliança da circuncisão. Assim nasceu Isaac, e Abraão o circuncidou no oitavo dia. Isaac foi pai de Jacó, e Jacó, dos doze patriarcas.
Muitas referências do AT foram usadas no discurso de Estêvão, basicamente de Gn 12, 1 até Ex 3, 12. E continua...
9 Invejosos de José, os patriarcas o venderam para o Egito. Mas Deus estava com Ele; 10 libertou-o de todas as angústias e lhe deu graça e sabedoria diante do Faraó, o rei do Egito. Este o constituiu governador do país e chefe de toda a sua casa. 11 Houve, então, uma fome em todo o Egito e em Canaã. Grande era o sofrimento causado pela fome, e nossos pais não achavam o que comer. 12 Mas, quando Jacó soube que havia trigo no Egito, enviou pela primeira vez nossos antepassados. 13 Na segunda vez, José foi reconhecido pelos irmãos, e a sua origem tornou-se conhecida do Faraó. 14 José mandou então chamar seu pai Jacó, com toda a família em número de setenta e cinco pessoas. 15 Jacó desceu ao Egito, onde ele e nossos pais morreram. 16 Seus corpos foram transladados para Siquém e colocados no sepulcro que Abraão havia comprado, a preço de prata, dos filhos de Hemor que ali moravam.
17 Aproximava-se o tempo em que devia realizar-se a promessa de Deus a Abraão. O povo cresceu e se multiplicou no Egito, 18 até que subiu ao trono outro rei que não conhecera José. 19 Usando de astúcia contra nosso povo, maltratou nossos antepassados e os obrigou a abandonar os recém-nascidos para tirar-lhes a vida. 20 Nesse tempo nasceu Moisés, criança linda aos olhos de Deus. Foi criado por três meses na casa paterna. 21 Depois, quando tiveram que abandoná-lo, foi recolhido pela filha do Faraó que o fez criar como seu próprio filho. 22 Moisés foi instruído em toda a sabedoria do Egito e se tornou um homem influente quando falava e agia.
Não há muito o que comentar, pois todo esse discurso de Estêvão, inspirado por Deus, é contando a história da presença dEle no meio do povo, o próprio Estêvão continuará nas próximas partes. Até a continuação.
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