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Postagens de segunda a quinta-feira.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Descrição física de Jesus - parte 2

Continuando a falar da descrição de Jesus Cristo, existe outro escrito que seria de ninguém mais ninguém menos que Pôncio Pilatos, que diz como Ele era e como se diferenciava da multidão. Eis abaixo:
Um jovem homem apareceu na Galiléia que prega com humilde unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temendo que seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas meus temores foram logo dispersados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado numa árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Me falaram que era Jesus. Este eu pude facilmente ter identificado tão grande era a diferença entre ele e os que estavam lhe escutando. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam a sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos de idade. Nunca havia visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a lhe interromper com a minha presença, continuei meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar. Depois, meu secretário informou nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele me contou que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim nós lhe estendemos a nossa proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso. 
Depois, escrevi a Jesus lhe pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu estava em meu passeio matutino e ao deparar com ele meus pés pareciam estar presos com uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranqüilo. Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não havia nada nele que fosse rejeitável, nem no seu caráter, contudo eu sentia temor na sua presença. Eu lhe falei que havia uma simplicidade magnética sobre si e que a sua personalidade o elevava bem acima dos filósofos e professores dos seus dias. 
Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para lhe escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranqüilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus.
Confere com o que diz a Bíblia. Na bíblia lemos que havia muita inveja por parte dos líderes religiosos judeus, mas que pelos romanos estava tudo bem, tanto que os fariseus tiveram que conspirar e subornar a muitos para poderem matar Jesus.
Além disso se forem procurar, verão mais outras descrições, mas não vou postá-las. Antes que qualquer imbecil venha a dizer sobre proibição de imagens, vou lembrar-lhes que Deus pediu para que se fizesse imagens desde aquelas da arca da aliança, como também a serpente de bronze, porém não vou colocar aqui, de modo que este é um blog católico, vou colocar um algo que só diz respeito a nós:
“Além disso declara este santo concílio, que as imagens devem 
existir, principalmente nos templos, principalmente as imagens de Cristo, da Virgem Mãe de Deus, e de todos os outros santos, e que a essas imagens deve ser dada a correspondente honra e veneração, não por que se creia que nelas existe divindade ou virtude alguma pela qual mereçam o culto, ou que se lhes deva pedir alguma coisa, ou que se tenha de colocar a confiança nas imagens, como faziam antigamente os gentios,que colocavam suas esperanças nos ídolos, mas sim porque a honra que se dá às imagens, se refere aos originais representados nelas, de modo que adoremos unicamente a Cristo, por meio das imagens que beijamos e em cuja presença nos descobrimos, ajoelhamos e veneramos aos santos, cuja semelhança é espelhada nessas imagens. Tudo isto está estabelecido nos decretos dos concílios, principalmente no segundo de Niceia, contra os impugnadores das imagens.” (Concílio de Trento: sessão XXV).
Na última parte, enfim, as imagens. Até a próxima.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Descrição física de Jesus - parte 1

Neste post falaremos de como era a descrição física de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Primeiro: se hoje nós temos a imagem de qualquer coisa que exista, e até mesmo de coisas de ficção científica, como não teríamos de Jesus? Mesmo quem não O considera Deus sabe que Ele existiu, é consenso histórico.
Segundo: Não é relevante. Apesar de aqui falarmos de como era a Sua aparência, isso em si pouco importa, mas quando se tem interesse em algo ou alguém se vai atrás de todas as informações, por isso a postagem.
Terceiro: Sim, Sua aparência é exatamente (ou muito próximo) das imagens que se vê por ai. Mas Ele, em si, poderia ter qualquer aparência, mas como Ele nasceu naquela época e naquele lugar Ele é muito próximo das imagens que vamos descrever abaixo. Ou seja, nada de Jesus negro como um africano ou branco como um ariano.
Na Bíblia em si não há nenhuma descrição de Jesus, até porque Ele não quer que nos preocupemos com isso, porque não é necessário e também para que não se faça nenhum tipo de julgamento. Por exemplo: se na bíblia já tivesse todas as descrições de Jesus, as pessoas usariam a bíblia para dizer que as pessoas que não se parecem fisicamente com Jesus não são abençoadas ou algo do tipo.
Pra não dizer que não há descrição de Jesus, o profeta Isaías tem uma visão da Sua paixão, onde descreve que Ele foi tão massacrado que não se parecia nem um homem (todo o capítulo 53, pois se lerem só um versículo como maldosos querem, não entenderão).
Como se sabe, a bíblia é uma compilação de livros da época, então tem livros que estão lá e tem outros que não estão. Existe uma carta que descreve Jesus, mas não entra na bíblia, é só mais um documento histórico. Muitos consideram que não entra na bíblia, pois quem escreveu não o reconheceu como o Filho de Deus, mas ele descreve a figura humana de Cristo. Trata-se de Públio Lêntulo, romano, governador da Judeia, que escreveu para Tibério César, o imperador romano. Eis abaixo:
Apareceu nestes nossos dias um homem, da nação Judia, de grande virtude, chamado Yeshua, que ainda vive entre nós, que pelos Gentios é aceito como um profeta de verdade, mas os seus próprios discípulos chamam-lhe o Filho de Deus - Ele ressuscita o morto e cura toda a sorte de doenças. Um homem de estatura um pouco alta, e gracioso, com semblante muito reverente, e os que o vêem podem amá-lo e temê-lo; seu cabelo é castanho, cheio, liso até as orelhas, ondulado até os ombros onde é mais claro. No meio da cabeça os cabelos são divididos, conforme o costume dos Nazarenos. A testa é lisa e delicada; a face sem manchas ou rugas, e avermelhada; o nariz e a boca não podem ser repreendidos; a barba é espessa, da cor dos cabelos, não muito longa, mas bifurcada; a aparência é inocente e madura; seus olhos são acinzentados, claros, e espertos - reprovando a hipocrisia, ele é terrível; admoestando, é cortês e justo; conversando é agradável, com seriedade. Não se pode lembrar de alguém tê-lo visto rir, mas muitos o viram lamentar. A proporção do corpo é mais que excelente; suas mãos e braços são delicados ao ver. Falando, é muito temperado, modesto, e sábio. Um homem, pela sua beleza singular, ultrapassa os filhos dos homens.
Yeshua é Jesus em português. A descrição é de um Jesus, digamos, bonito. E tinha que ser porque Ele precisava atrair a multidão, Ele fazia isso com os sinais, mas para quem não crê seria bom pelo menos vê-Lo e desta forma muitos curiosos vieram ao Seu encontro, convertendo alguns. A descrição também mostra Ele como um homem bom, mas isso não é segredo pra ninguém.
Na segunda parte, outras descrições. Até a próxima.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O Magnificat - São João Eudes

Belíssimo escrito de São João Eudes, que se encontra aqui https://onedrive.live.com/view.aspx?resid=C66F182E3FF9E7AA!1060&cid=c66f182e3ff9e7aa&app=WordPdf, onde ele medita e explica o cântico/louvor de Maria, Nossa Senhora e mãe de Deus, conhecido como Magnificat. É bom ter um tradutor de latim próximo para acompanhar melhor algumas expressões não traduzidas; até a próxima.